quinta-feira, 4 de março de 2010

Camisinha reduz aquecimento global, diz agência da ONU

Críticos dizem que “é preciso grande salto” para acreditar nesta associação do Fundo de População das Nações Unidas

Da Redação, com AP
Agência pede a distribuição gratuita de preservativos
Agência pede a distribuição gratuita de preservativos


O aquecimento global pode ser reduzido pelo simples uso de camisinhas, gerando uma consequente desaceleração do crescimento da população. É o que acredita o Fundo de População das Nações Unidas ao afirmar nesta quarta-feira (18) que os países devem incentivar a distribuição gratuita de preservativos.

A agência não recomendou aos países o estabelecimento de limites de quantas pessoas devem ter filhos, mas disse: "As mulheres com acesso a serviços de saúde reprodutiva têm menores taxas de fertilidade, que contribuem para um crescimento mais lento de emissões de gases do efeito estufa".

A população mundial provavelmente vai subir dos atuais 6,7 para 9,2 bilhões em 2050, com a maior parte do crescimento nas regiões menos desenvolvidas, de acordo com um relatório de 2006 da Organização das Nações Unidas.

O Fundo de População das Nações Unidas reconhece que não tem provas do efeito que teria o controle da população sobre a mudança climática. "As ligações entre a população e as alterações climáticas são, na maioria dos casos complexos e indiretos", disse o relatório.

Ainda assim, Thoraya Ahmed Obaid, diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas, disse em uma entrevista coletiva em Londres que o aquecimento global pode ser catastrófico para as pessoas nos países pobres, particularmente as mulheres.

"Temos agora um ponto em que a humanidade está à beira do desastre", disse ela.

Na quarta-feira, um analista criticou declarações do Fundo de População das Nações Unidas como alarmista e inútil.

"É preciso um grande salto da imaginação para acreditar que os preservativos gratuitos vão esfriar o planeta”, disse Caroline Boin, analista de políticas da International Policy Network, com sede em Londres"

Ela também questionou os esforços anteriores pela agência para controlar a população do mundo.

No boletim deste mês do jornal da Organização Mundial de Saúde dois peritos também alertaram sobre os perigos de associar a fertilidade à mudança climática.

"Usando a necessidade de reduzir as mudanças climáticas como uma justificativa para diminuir a fertilidade das mulheres provoca polêmica e prevê um mandato de supressão das liberdades individuais", escreveram Diarmid Campbell-Lendrum e Manjula Lusti-Narasimhan.

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