sábado, 10 de setembro de 2011

Top 10: Piores games de futebol

Futebol é, sem dúvida, o esporte mais difundido no mundo. Com raras exceções, o planeta inteiro respira futebol todos os dias, seja nos campeonatos nacionais e copas do mundo, das peladas em terrenos baldios e das embaixadinhas nas horas vagas, não há como negar a força e a atração que as pessoas tem por ele. Não é à toa que a FIFA possui mais filiados que a ONU! Atualmente 204 contra 191, para ser mais exato.

E é claro que com os videogames não poderia ser diferente. Games simuladores de futebol existem desde 1979, com NASL Soccer, para o Intellivision, que já apresentava várias das mecânicas que usamos até hoje mas, infelizmente, como em qualquer outro gênero – ou em qualquer partida de futebol –, pequenas decisões erradas são capazes de estragar toda a experiência de jogo. A seguir veremos algumas das piores mancadas nos games de futebol em mais de 30 anos de diferentes tecnologias, abordagens e substituições.

10 – Sensible Soccer (PC / Amiga / Atari ST, 1992)

Sensible Soccer  (Foto: Divulgação)
Sensible Soccer (Foto: Divulgação)

O primeiro da lista é um dos primeiros games de sucesso do gênero, mas a verdade é que na época simplesmente não haviam muitas opções. Com uma visão aérea chapada e reta e atletas que usavam o menor número de pixels possível, o jogo sofria do mal de parecer se jogar sozinho. Pelo uso de poucos botões, não havia a criação de grandes jogadas, e o design dos jogadores não passava muita emoção. Havia jogos muito mais avançados para a época e este acabou perdendo para as suas próprias limitações. As edições seguintes avançaram muito em vários recursos, principalmente os gráficos.

9 – Soccer Kid (SNES / Amiga / 3DO, 1993)

Soccer Kid (Foto: Divulgação)
Soccer Kid (Foto: Divulgação)

Longe de ser um genuíno simulador do esporte, neste estranho título de plataforma a Copa do Mundo (a taça, não o evento) foi destruída por alienígenas (!) em cinco partes, espalhadas em cinco países do mundo, e cabe ao jovem Soccer Kid reuní-las. O jogo usa várias diferentes jogadas com uma bola nos pés para se movimentar pelas fases, mas falha como jogo de plataforma e de futebol – melhor se o jogador perder a bola, ele volta para os seus pés como num passe de mágica –, e ainda estimula o uso de uma bola como arma para acertar pessoas e animais na rua. Péssimo exemplo.

8 - Peter Shilton’s Handball Maradona (Commodore 64, 1986)

Peter Shilton’s Handball Maradona  (Foto: Divulgação)
Peter Shilton’s Handball Maradona (Foto: Divulgação)

Pode um jogo de futebol ser inspirado por uma única jogada? O gol de mão que Diego Maradona fez contra a Inglaterra nas quartas-de-final da copa de 86 foi a base deste título, no qual os jogadores controlam apenas o goleiro. Seria uma boa ideia para um modo carreira, mas este título – que faz uma homenagem ao goleiro britânico que mais participou de jogos oficiais com a camisa da sua seleção – só oferece, no máximo, uma série de amistosos que não valem nem uma taça. Além disso, a jogabilidade é extremamente travada e exige reflexos de piloto de caça.

7 – Mia Hamm Soccer 64 (Nintendo 64, 2000)

Mia Hamm Soccer 64 (Foto: Divulgação)
Mia Hamm Soccer 64 (Foto: Divulgação)

Tinha tudo para ser uma grande celebração do futebol feminino, que ganhou grande destaque na mídia graças à atacante da seleção americana, Mia Hamm – a maior artilheira da história do futebol nos Estados Unidos, inclusive entre os homens –, mas seu jogo fica devendo em diversos aspectos, falta som nos estádios, animações mais fluidas, controles com melhor tempo de resposta e até gráficos, que eram borrados demais. O N64 já tinha o seu International Superstar Soccer. O futebol, principalmente o feminino, merecia um exemplo de concorrência à altura.

6 – Captain Tsubasa (NES, 1989)

Captain Tsubasa (Foto: Divulgação)
Captain Tsubasa (Foto: Divulgação)

Uma famosa série de mangás e animês, Captain Tsubasa foi criado em 1981, contando a história de um time de futebol japonês, com habilidades poderosas e exageradas (sendo, inclusive, inspiração para o filme Shaolin Soccer). Os games, por outro lado, tem um estranho formato de RPG: ao encontrar um jogador com a bola, começa uma batalha em turnos, com opções como “fazer pressão” ou “carrinho”. Na área, após a cobrança de um escanteio, ao alcançar a bola o jogo parava e perguntava “cabecear” ou “bicicleta”. Embora ganhe pontos pela originalidade, o jogo estragava toda a emoção e timing do esporte.

5- Ronaldo V-Football (PSOne, 2000)

Ronaldo V-Football (Foto: Divulgação)
Ronaldo V-Football (Foto: Divulgação)

Lançado somente na Europa, este é mais um caso de homenagem que não deu certo. O primeiro e único jogo a ser aprovado oficialmente pelo Fenômeno é um completo desastre. A jogabilidade travada é uma vergonha para o jogador, que estava no auge da carreira na época. Além de visualmente ofensivo, jogo é apenas parcialmente licenciado, com apenas algumas seleções com os nomes corretos dos jogadores. Não há muita variedade entre a jogabilidade de cada atleta e várias jogadas são simplesmente impossíveis, graças a um atraso na resposta dos comandos no controle.

4 – Mundial de Fútbol (PC / MSX, 1990)

Mundial de Fútbol  (Foto: Divulgação)
Mundial de Fútbol (Foto: Divulgação)

Desenvolvido em espanhol, este jogo conseguiu um feito curioso: apesar do nome, só chegou às prateleiras após a Copa do Mundo de 90, graças a atrasos na produção. Como se isto não fosse um problema suficiente, o título apresenta uma interface que limita muito a visão do campo, com um ângulo fechado demais. Há um radar ligado constantemente, mas por ser pequeno acaba desviando a atenção do jogo. A taxa de frames baixa também contribui para a péssima experiência. O jogo ainda é lento e eventos como faltas e saídas de bola demoram a devolver o controle da bola ao jogador. A versão para MSX é ainda pior.

3 – Mega Man Soccer (SNES, 1994)

Juntar o esporte mais famoso do mundo e um do heróis mais famosos dos games parecia uma boa idéia, mas o resultado foi bem mais abaixo do esperado. Com uma sofrível inteligência artificial de movimentos repetitivos, este jogo acabou baseado puramente nos power-ups obtidos durante as partidas, usados pelo seu time de “Mega Men” para acertar os times rivais, compostos de robôs contruídos pelo Dr. Willy. O game chegava a ficar lento quando muitos jogadores apareciam na tela ao mesmo tempo (bolas na área eram quase garantia de lentidão) e perdeu para a sua própria falta de profundidade.

2 – Actua Soccer (PC / PSOne, 1995)

É dificil criticar Actua Soccer, já que foi o primeiro game de futebol com gráficos em 3D poligonal, e por isso merece crédito pelo pioneirismo. Mas a verdade é que é um jogo frustrante. O título tenta desesperadamente vender seu “realismo gráfico”, mas falha miseravelmente o tempo todo. Dá vontade de desligar o PC e correr para um Super Nintendo e jogar International Superstar Soccer Deluxe. Mesmo com atletas profissionais fazendo captura de movimento, os jogadores no game parecem robôs, flutuando sem peso no gramado. As edições seguintes apresentaram várias melhorias, mas ainda foram inferiores à série FIFA, que usou o 3D melhor.

1- Pure Futbol (PS3 / Xbox 360, 2010)

Estamos em uma época em que as empresas simplesmente não podem se dar ao luxo de oferecer um jogo medíocre. E “medíocre” é a melhor maneira de descrever Pure Futbol. Enquanto FIFA e Pro Evolution Soccer lutam todos os anos para criarem experiências cada vez mais próximas do que vemos na TV, este jogo vai na direção contrária, com um futebol cinco-contra-cinco travado, ângulo de câmera fixo que atrapalha a visão geral do estádio, visual cartunesco, poucos clubes e seleções, estádios, opções, customização e (principalmente) muito pouco realismo, que é o que mais mais se espera de um jogo com este nome. A Ubisoft merecia um processo por este crime contra o esporte.


Fonte:techtudo

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